Como o pagamento por boletos é um dos meios mais comuns, o número de golpes ocorre na mesma proporção, atingindo compras online, emissões de segundas vias em sites e também cobranças enviadas por correspondências.
O Golpe do boleto acontece quando o criminoso se passa pela loja (vendedor ou prestador do serviço) ou pela instituição financeira (banco) que deveria receber o valor e normalmente sabe detalhes da dívida, levando o consumidor a crer que de fato está em contato com o credor, chegando a enviar o boleto com características parecidas, mas não idênticas ao verdadeiro.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor só deixa de ser responsável pela fraude do boleto quando prestar um serviço sem falhas ou quando a culpa for exclusiva do consumidor ou terceiros (e nesse caso que merece cautela).
É necessário ficar atento! Pagar um boleto que recebeu por e-mail cobrando por uma dívida que não existe, por uma empresa que você não conhece será difícil de defender.
🔍✔ No entanto, por outro lado, vale mencionar que é obrigação do fornecedor do produto/serviço proporcionar segurança e confiança para a relação de consumo, oferecendo sigilo aos dados/contatos dos clientes, tanto na loja física quanto na virtual.
Diante dessa situação, se o boleto tiver todos os dados corretos, emitido pela própria instituição financeira haverá responsabilidade em ressarcir e até de reconhecer o boleto como quitado. A responsabilidade pela fraude pode variar com cada situação. Por exemplo, se o boleto for emitido diretamente no banco, este será responsável pelos danos; já se o boleto não for emitido no banco, a responsabilidade poderá recair sobre o prestador (loja).
Se você já caiu no golpe do boleto falso e precisar de quaisquer dados, de acordo com CDC, a fornecedora do produto/serviço tem por obrigação fornecer todas as informações necessárias ao consumidor, independentemente de culpa.